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- Mais que Palavras, Testemunho: A Missão da Igreja no Cotidiano
O mês de outubro é um tempo especial para a Igreja Católica renovar sua consciência missionária e recordar que anunciar Jesus Cristo é missão de todos os batizados. Mais do que um período de reflexão, é um convite a sair de nós mesmos, olhar para as necessidades do próximo e assumir o compromisso de evangelizar. Jesus nos envia: “Ide, pois, e fazei discípulos todos os povos” (Mt 28,19), lembrando-nos de que somos chamados a ser missionários onde vivemos, trabalhamos e convivemos. Na comunidade paroquial, existem muitas maneiras de exercer essa missão: na catequese, no serviço ao altar, na acolhida, nas pastorais, na visita aos enfermos, nas ações de caridade e na comunicação. Cada pessoa pode colocar seus dons e talentos a serviço da Igreja, contribuindo para o anúncio do Evangelho. A missão também acontece nos pequenos gestos cotidianos, como oferecer uma palavra de esperança, perdoar, escutar e cuidar de quem precisa. Cristo nos chama a caminharmos juntos! A missão não é uma caminhada solitária, mas um compromisso comunitário. Cada pastoral, movimento e grupo tem sua contribuição na construção de uma Igreja viva e acolhedora. Como nos recorda São Paulo: “Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo” (1Cor 12,4). Embora tenhamos diferentes talentos e serviços, somos unidos pela mesma fé e pelo propósito de anunciar Jesus Cristo. Neste Mês das Missões, somos convidados a olhar para além das portas do templo e alcançar aqueles que necessitam de acolhimento, solidariedade e esperança. Ser missionário é testemunhar o amor de Deus em nossas famílias, no trabalho, nas ruas e em todos os ambientes onde estamos presentes. É permitir que Cristo transforme nosso coração para que outras pessoas também possam encontrá-Lo por meio de nossas palavras e atitudes. Que outubro renove em nós a alegria de servir e o compromisso com a missão evangelizadora da Igreja. Que, unidos como irmãos, façamos de cada encontro uma oportunidade de anunciar o Evangelho e de cada gesto de amor um sinal da presença de Deus. Sob a intercessão de Maria, Estrela da Evangelização, sigamos juntos, respondendo com generosidade ao chamado de Cristo: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15). Por Pascom Paróquia São Sebastião Referências bibliográficas BÍBLIA. Bíblia Sagrada. Tradução da CNBB. Brasília, DF: Edições CNBB. IGREJA CATÓLICA. Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Loyola, 2000. FRANCISCO, Papa. Evangelii Gaudium: Exortação Apostólica sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual. Vaticano, 2013.
- Leão XIV: rezemos o Terço para que os povos sejam libertados do flagelo da guerra.
Fonte: Santuário de Fátima O Pontífice pediu aos fiéis que intensifiquem a oração do Terço neste mês de outubro em particula pela Terra Santa e pelas vítimas inocentes da violência. Ao final do Angelus, o Papa recordou ainda a realização de um encontro no Vaticano sobre os 10 anos da Exortação Apostólica Amoris laetitia. Ao final do Angelus, Leão XIV recordou que domingo passado, em Lourdes, convidou os fiéis a rezarem o Santo Rosário durante o mês de outubro, com a intenção especial de que "cessem as guerras e se construa a paz". Entre os primeiros a rezar estiveram as crianças, e continuam a fazê-lo através da iniciativa promovida pela Fundação "Ajuda à Igreja que sofre" de 1º a 7 de outubro, intitulada "Um milhão de crianças reza o Santo Rosário" “Agradeço de coração a todas as crianças que, em tantas partes do mundo, se unem a esta oração. Sigamos todos o seu exemplo, invocando a intercessão da Virgem Maria para que os povos sejam libertados do flagelo da guerra. Em particular, rezemos pela Terra Santa e pelas vítimas inocentes da violência.” Que possamos nos unir em orações para que o mundo tenha paz! Por Vatican Newshttps://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-10/papa-leao-xiv-apelo-oracao-terco-paz-mes-outubro.html
- A Igreja Somos Nós: Jesus nos chama a Caminhar em corresponsabilidade
Caminhar em corresponsabilidade significa compreender que a autoridade, a missão e o cuidado com a comunidade não pertencem a uma só pessoa, mas são dons e responsabilidades compartilhados entre todos nós. Na Igreja, ninguém caminha sozinho e ninguém é dispensável: cada batizado recebeu do Espírito Santo dons, talentos e uma vocação particular para contribuir com a construção do Reino de Deus. Quando descentralizamos esse cuidado e abrimos espaço para a participação, permitimos que o Espírito Santo sopre através dos olhos, das mãos, da voz e do coração de cada fiel, fazendo florescer uma Igreja mais viva, participativa, acolhedora e missionária. Assumir a corresponsabilidade também significa superar a cultura de esperar sempre que alguém faça, decida ou resolva. É reconhecer que somos parte da missão e que nossas atitudes, pequenas ou grandes, podem transformar a vida da comunidade. O protagonismo dos leigos, unido ao ministério ordenado e aos diversos serviços e carismas presentes na Igreja, fortalece a comunhão e nos ajuda a compreender que todos somos chamados a colocar nossos dons a serviço do Evangelho. Como nos recorda São Paulo, somos muitos membros, mas formamos um só corpo em Cristo, e cada membro possui uma função própria ( Rm 12,4-5). Imagine o alívio e a alegria no coração de um sacerdote ao perceber que não está sozinho na condução do rebanho! Quando os leigos assumem com amor o seu papel, a igreja deixa de ser um local onde apenas assistimos à missa para se tornar uma verdadeira casa de acolhimento. Ao partilharmos as responsabilidades cotidianas,seja na organização das pastorais, na visita aos doentes ou no planejamento das ações sociais, experimentamos o calor de uma fé que é vivida na prática, em comunhão fraterna. Sua presença, sua história e seus talentos fazem uma falta imensa na nossa comunidade. Deus não nos chamou para sermos meros espectadores da salvação, mas sim protagonistas do Seu Amor no mundo. Talvez você saiba escutar com paciência, tenha facilidade para organizar eventos, leve jeito para a música, ou simplesmente guarde no peito um desejo sincero de ajudar a construir um mundo mais justo. Seja qual for o seu dom, ele foi dado por Deus para edificar e renovar o nosso povo. Que tal dar um passo de coragem hoje mesmo? Aproxime-se do padre da sua paróquia, converse com os líderes das pastorais e pergunte onde a sua ajuda é necessária. Participe dos encontros das comunidades de base e traga suas ideias para o Conselho Pastoral. Abra o seu coração para essa experiência inesquecível de pertencer e servir. Quando nos unimos de mãos dadas, a nossa paróquia se torna o abraço vivo de Cristo para todos os que dela se aproximam. Por: Pascom Paróquia São Sebastião Referências bibliográficas: BÍBLIA. Bíblia Sagrada. Tradução oficial da CNBB. Brasília, DF: Edições CNBB, 2019. CONCÍLIO VATICANO II. Constituição dogmática Lumen Gentium: sobre a Igreja. Vaticano, 1964. CONCÍLIO VATICANO II. Constituição pastoral Gaudium et Spes: sobre a Igreja no mundo atual. Vaticano, 1965. CONCÍLIO VATICANO II. Decreto Apostolicam Actuositatem: sobre o apostolado dos leigos. Vaticano, 1965. FRANCISCO. Exortação Apostólica Evangelii Gaudium: sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual. São Paulo: Paulus, 2013. FRANCISCO. Constituição Apostólica Episcopalis Communio. Vaticano, 2018. FRANCISCO. Carta ao Povo de Deus. Vaticano, 2018. FRANCISCO. Documento Final da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos: Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão. Vaticano, 2024. JOÃO PAULO II. Exortação Apostólica Christifideles Laici: sobre vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo. Vaticano, 1988.
- Setembro, mês da Bíblia: Palavras que iluminam, curam e transformam
Setembro é o Mês da Bíblia! Para a Igreja Católica, este é um tempo especial para nos aproximarmos ainda mais da Palavra de Deus, conhecendo, meditando e colocando em prática aquilo que o Senhor nos ensina. A Bíblia não é apenas um livro antigo: é a Palavra viva de Deus, que continua falando ao nosso coração e iluminando nossa caminhada todos os dias. A escolha de setembro está ligada à celebração de São Jerônimo, cuja memória litúrgica é celebrada no dia 30 de setembro. São Jerônimo dedicou grande parte de sua vida ao estudo, à tradução e à divulgação das Sagradas Escrituras. Seu exemplo nos recorda que conhecer a Palavra é também buscar conhecer mais profundamente o próprio Deus e compreender o caminho que Ele deseja para nossa vida. Mas o Mês da Bíblia não deve ser apenas um período para ouvir falar das Escrituras. É um convite para abrirmos a Bíblia dentro de nossas casas, lermos em família, meditarmos no Evangelho e deixarmos a Palavra transformar nossas atitudes. Quando lemos a Palavra com o coração aberto, descobrimos que Deus conhece nossas dores, nossas lutas, nossos sonhos e nossas esperanças. Ele continua dizendo: “Não tenhais medo! Eu estou com vocês”. A Palavra de Deus também nos conduz ao encontro com Jesus Cristo, centro de toda a Sagrada Escritura. É por meio dela que aprendemos a amar, perdoar, servir, ter esperança e permanecer firmes na fé. Como nos ensina a Igreja, a Sagrada Escritura é alimento para a nossa vida espiritual: quanto mais nos aproximamos dela, mais aprendemos a reconhecer a voz de Deus em meio aos desafios do mundo. Neste mês de setembro, faça um propósito: não deixe a Bíblia fechada! Reserve alguns minutos do seu dia para ler um trecho, especialmente o Evangelho, faça silêncio e pergunte: “Senhor, o que queres falar hoje ao meu coração?” Que a Palavra de Deus entre em nossas casas, alcance nossas famílias e transforme nossos corações. Porque quando a Palavra de Deus encontra um coração disposto, a vida nunca mais permanece a mesma. Por Pascom Paróquia São Sebastião Referências bibliográficas BÍBLIA. Bíblia Sagrada. Tradução oficial da CNBB. Brasília, DF: Edições CNBB. CONCÍLIO VATICANO II. Dei Verbum: Constituição Dogmática sobre a Revelação Divina. Vaticano, 1965. CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA. Catecismo da Igreja Católica. 2. ed. Brasília, DF: Edições CNBB; São Paulo: Loyola, 2017. JOÃO PAULO II. Carta Apostólica Novo Millennio Ineunte. Vaticano, 2001. BENTO XVI. Verbum Domini: Exortação Apostólica Pós-Sinodal sobre a Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja. São Paulo: Paulinas, 2010.
- O Papa: queixas e calúnias paralisam. O Evangelho educa para a liberdade, na caridade.
Fonte: Vaticanwes No Evangelho de domingo, Jesus nos ensina a exercer "o amor mútuo". A primeira forma de exercê-lo é "estarmos abertos à correção fraterna". "Falar uns com os outros com sinceridade, significa enfrentar a realidade e transformar problemas e conflitos em oportunidades de crescimento", disse o Papa. A segunda forma de amar fraternalmente é "chegar a um acordo". "Não apenas quando existe um conflito, mas para pedir a Deus uma graça", sublinhou. A dívida do amor mútuo A Carta de São Paulo aos Romanos diz que todos os mandamentos «se resumem numa só frase: Amarás o teu próximo como a ti mesmo». O Apóstolo Paulo insiste neste ponto com uma imagem muito forte, presente também no “Pai-Nosso”. São Paulo escreve: Não fiqueis a dever nada a ninguém, a não ser isto: amar-vos uns aos outros. “Jesus ensinou-nos a suplicar e a praticar a remissão das dívidas. Existe, porém, um patrimônio que devemos uns aos outros, sem ficarmos presos a ele: é a dívida do amor mútuo. Toda a atenção, cuidado e bem que recebemos tornam-nos mais livres e capazes de assumir responsabilidades.” As queixas e as calúnias paralisam muitas situações "No Evangelho deste domingo, Jesus sugere a cada comunidade cristã pelo menos duas maneiras de exercer o amor mútuo. A primeira é estarmos abertos à correção fraterna", disse ainda o Papa. "É uma arte delicada e, muitas vezes, esquecida, que exige franqueza e gradualidade", sublinhou Leão XIV. "Falar uns com os outros com sinceridade – primeiro a sós; depois, se necessário, com mais duas ou três pessoas; e, por fim, quando for preciso, com toda a comunidade – significa enfrentar a realidade e transformar problemas e conflitos em oportunidades de crescimento", disse ainda o Papa, ressaltando que "as queixas e as calúnias são mais fáceis, mas não produzem nada e paralisam muitas situações. O Evangelho, pelo contrário, educa-nos para a liberdade, na caridade". Pela graça, somos irmãos e irmãs que podem estar unidos A seguir, Leão XIV citou "a segunda forma de amar fraternalmente, que, para Jesus, molda até mesmo a oração: chegar a um acordo". "Não apenas quando existe um conflito, mas para pedir a Deus uma graça", frisou o Pontífice, citando o que Jesus diz: Se dois de entre vós se unirem, na Terra, para pedir qualquer coisa, hão de obtê-la de meu Pai que está no Céu.“Esta promessa sugere que podemos ter desejos comuns, dores comuns, esperanças comuns e, através da oração, crescer na unidade. Sem fé, cada um poderia sentir-se sozinho e desconfiar dos outros, vendo-os como estranhos e inimigos. Pela graça, somos, pelo contrário, irmãos e irmãs que podem estar unidos: encontrando-nos, perdoando-nos e ouvindo-nos uns aos outros no Senhor.” O Papa concluiu, pedindo a Maria, "que após o anúncio do anjo se apressou a ir ter com a sua prima Isabel, para partilhar a alegria e o cansaço da gravidez, que também nos ensine a dívida alegre do amor fraterno". Por Vatican News https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-09/papa-leao-xiv-angelus-amor-mutuo-fraterno-crescimento-unidade-fe.html
- Papa no Angelus: quem é Jesus para você?
Fonte: Magnificat A partir do Evangelho de domingo (23/08), Leão XIV propõe um exercício de discernimento aos fiéis sobre o caminho da fé, válido tanto para o percurso pessoal, da Igreja e para as escolhas pastorais: "para mim, quem é realmente Jesus?". Papa alerta para não nos contentarmos com "lugares-comuns" sobre a fé cristã, mas experimentar novas práticas, perguntando com frequência: "O que me pede hoje o seu Evangelho? Que passos e que escolhas deveria tomar?". O Papa Leão XIV, após voltar da jornada intensa deste sábado (22/08) de visita pastoral ao norte da Itália - quando cumpriu agenda na República de San Marino e Rimini, rezou a oração mariana do Angelus com os peregrinos presentes na Praça São Pedro. Ao refletir o Evangelho (Mt 16, 13-20) deste domingo (23/08), propôs inclusive um exercício de discernimento aos fiéis sobre o caminho da fé: "para mim, quem é realmente Jesus?". A pergunta, que foi dirigida diretamente aos discípulos, é retomada pelo Pontífice e orientada "para cada um de nós", como "um passo fundamental para os discípulos de todos os tempos", permitindo que a nossa fé seja renovada continuamente: "A fé não nos é dada de uma vez para sempre; pelo contrário, precisamos constantemente redescobrir o rosto de Cristo e o seu Evangelho, aprofundar a sua mensagem e renovar as escolhas da nossa vida, para que sejam coerentes com o que professamos, vencendo a tentação de pensar que já sabemos tudo e de transformar a fé num costume." Essa pergunta – quem é Jesus para mim e qual o significado da sua presença na minha vida –, continua o Papa, é colocada diariamente na nossa vida através da oração e ao meditar o Evangelho, "mas também quando nos deparamos com as feridas e as necessidades dos irmãos, ou nas relações e situações que mais interpelam a nossa consciência". É uma oportunidade, refletiu Leão XIV, para avaliar se Jesus "é apenas uma grande figura da história que disse e fez coisas importantes ou se é o Cristo de Deus", enviado para transformar a nossa vida. Como manter uma relação autêntica com Cristo Ao final do Angelus, antes de invocar Nossa Senhora para ajudar a nos guiar sempre no caminho da fé, o Papa alertou para "não nos fecharmos nas nossas convicções e certezas religiosas", mas para nos "mantermos abertos a uma relação autêntica com Cristo". Leão XIV orientou como fazer isso, começando a não nos contentarmos com os "lugares-comuns" sobre a fé cristã, com o "ouvimos dizer" durante a vida, "talvez até com boas intenções", mas de experimentar novas práticas: “Jesus nos chama a uma resposta pessoal, a conhecê-Lo de perto, a nos deixarmos escrutinar a partir da amizade com Ele, em um encontro sempre novo que pode nos exigir percorrer caminhos inéditos e fazer escolhas diferentes das que imaginávamos. Isso é válido tanto para o nosso percurso pessoal, como para o caminho da Igreja e para as escolhas pastorais, onde, por vezes, pensamos que basta continuar a fazer como sempre fizemos. É importante, pelo contrário, nos perguntarmos frequentemente: para mim, quem é o Senhor? Conheço-O realmente? O que me pede hoje o seu Evangelho? Que passos e que escolhas deveria tomar?” Por Vatican News
- Família: o amor que Deus sonhou
A família é um dos maiores dons de Deus e, ao mesmo tempo, uma missão confiada a cada um de nós. A frase “Família, torna-te aquilo que Deus te fez para ser” nos convida a olhar para o lar como espaço privilegiado de amor, fé, cuidado e comunhão, onde cada pessoa é chamada a descobrir sua dignidade e sua vocação. Deus criou a família para ser lugar onde a vida é acolhida, o amor é cultivado e a dignidade de cada pessoa é reconhecida. Em meio aos desafios do mundo atual, a família cristã é chamada a permanecer firme em sua missão, construindo relações fundamentadas no diálogo, no perdão, na fidelidade, na solidariedade e na presença de Deus. Tornar-se aquilo que Deus sonhou para a família não significa construir um lar perfeito, mas uma família que caminha unida, reconhece suas fragilidades e encontra no amor a força para recomeçar. É dentro de casa que a fé ganha rosto e se transforma em atitudes concretas: no cuidado, na escuta, na educação dos filhos, na atenção aos idosos, na partilha e na oração. Cada família é chamada a renovar diariamente seus vínculos e sua missão. Pais, filhos, avós e todos os seus membros são convidados a redescobrir a alegria de pertencer, servir e caminhar juntos, colocando Cristo no centro do lar e permitindo que o Evangelho ilumine as escolhas, os relacionamentos e os desafios da vida cotidiana. Que nossas famílias tenham coragem de acolher o sonho de Deus e transformar esse sonho em vida. Que cada lar possa tornar-se uma verdadeira Igreja doméstica, testemunhando ao mundo que o amor é possível, que o perdão restaura e que, quando Deus ocupa o centro, a família encontra força para ser aquilo para o qual foi criada: uma comunidade de amor, vida e esperança. Por Pascom Paróquia São Sebastião Referências bibliográficas BÍBLIA SAGRADA. Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2002. FRANCISCO, Papa. Amoris Laetitia: Exortação Apostólica Pós-Sinodal sobre o amor na família. São Paulo: Paulus, 2016. JOÃO PAULO II, Papa. Familiaris Consortio: Exortação Apostólica sobre a função da família cristã no mundo de hoje. São Paulo: Paulinas, 1981. CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL (CNBB). Hora da Família. Brasília: Edições CNBB. CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL (CNBB). Diretório da Pastoral Familiar. Brasília: Edições CNBB.
- Quando o medo nos faz afundar, Jesus continua estendendo a mão
Pascom “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” (Mt 14,27) O Evangelho proclamado neste domingo, em Mateus 14,22-33, nos colocou diante de uma cena que fala profundamente à nossa vida: os discípulos estão no meio do mar, enfrentando ventos contrários, enquanto Jesus se aproxima caminhando sobre as águas. Aquela travessia não era apenas uma dificuldade dos discípulos. Ela também pode representar tantas situações que enfrentamos ao longo da nossa caminhada: momentos de insegurança, preocupações, perdas, incertezas e situações nas quais parece que estamos sozinhos no meio da tempestade. Mas o Evangelho nos apresenta uma certeza: Jesus não estava distante dos discípulos. Ele foi ao encontro deles justamente no meio da tempestade. Ao vê-lo caminhando sobre as águas, Pedro pediu: “Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre as águas”. Jesus respondeu simplesmente: “Vem!”. Pedro saiu da barca e começou a caminhar. Enquanto manteve os olhos em Jesus, conseguiu avançar. Porém, quando percebeu a força do vento, teve medo e começou a afundar. Quantas vezes isso também acontece conosco? Damos passos de fé, confiamos em Deus e acreditamos que conseguiremos atravessar determinada situação. Mas, quando olhamos para o tamanho do problema, para as dificuldades ou para aquilo que não conseguimos controlar, o medo toma conta do nosso coração. Pedro, então, fez uma oração curta, mas cheia de verdade: “Senhor, salva-me!” E Jesus imediatamente estendeu a mão. Essa talvez seja uma das imagens mais bonitas desse Evangelho: quando Pedro afunda, Jesus não o abandona. Ele estende a mão. Também nós podemos ter momentos em que a nossa fé parece pequena, em que o medo fala mais alto ou em que já não sabemos como continuar. Mas a Palavra deste domingo nos recorda que não precisamos atravessar nossas tempestades sozinhos. Jesus continua estendendo a mão. A pergunta que fica para nós não é se enfrentaremos tempestades — porque elas fazem parte da vida, mas para onde olharemos quando elas chegarem. Se fixarmos o olhar apenas no vento e nas ondas, podemos perder a esperança. Mas, se mantivermos o olhar voltado para Cristo, encontraremos forças para continuar caminhando. Ter fé não significa nunca sentir medo. Ter fé significa escolher confiar mesmo quando o medo existe. Que o Evangelho deste domingo nos ajude a reconhecer a presença de Jesus também nas tempestades da nossa vida. Que, quando nossos passos vacilarem, tenhamos a humildade de repetir como Pedro: “Senhor, salva-me!”. E que possamos confiar que, mesmo quando começamos a afundar, a mão de Cristo continua estendida para nós. Por Pascom
- Fé e obediência ao Evangelho: Fundamentos sólidos da Igreja ao longo da história
A fé em Jesus Cristo e a obediência aos ensinamentos do seu Evangelho constituem o alicerce sobre o qual a Igreja Católica foi edificada e permanece firme ao longo dos séculos. O próprio Senhor afirmou que quem ouve suas palavras e as coloca em prática é semelhante ao homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha (Mt 7,24-25). Desde os tempos apostólicos, a Igreja compreendeu que a fidelidade à Palavra de Deus, unida à ação do Espírito Santo, seria a garantia de sua missão de anunciar a salvação a todos os povos e em todas as épocas. Ao longo de mais de dois mil anos, a humanidade passou por profundas transformações culturais, sociais, científicas e políticas. Mesmo diante de perseguições, crises e mudanças históricas, a Igreja permaneceu fiel ao depósito da fé confiado por Cristo aos Apóstolos. Essa continuidade não significa imobilidade, mas a capacidade de transmitir a mesma verdade revelada por Deus de modo compreensível para cada geração, preservando a integridade da doutrina e da moral cristã. Assim, a Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério caminham unidos como expressão da única fonte da Revelação divina. A obediência ao Evangelho não é uma simples submissão a normas, mas uma resposta de amor Àquele que primeiro nos amou. Jesus ensinou: "Se me amais, guardareis os meus mandamentos" (Jo 14,15). A vivência dos sacramentos, a prática da caridade, a busca da santidade e a comunhão com a Igreja manifestam concretamente essa fidelidade. Por isso, cada batizado é chamado a deixar que o Evangelho transforme sua vida, tornando-se testemunha de Cristo na família, no trabalho, na comunidade e em toda a sociedade. A solidez da Igreja também se manifesta em sua unidade. Fundada sobre a profissão de fé de Pedro e sustentada pela sucessão apostólica, ela continua anunciando o mesmo Cristo, ontem, hoje e sempre (Hb 13,8). Em comunhão com o Papa, sucessor de São Pedro, os bispos, presbíteros, diáconos, religiosos e fiéis leigos participam da mesma missão evangelizadora. Essa comunhão preserva a autenticidade da fé e fortalece a Igreja para responder aos desafios de cada tempo sem abandonar os princípios do Evangelho. Em um mundo marcado pelo relativismo e pela busca constante de respostas imediatas, a Igreja continua convidando todos a edificarem a própria vida sobre Cristo, a Rocha firme. A fé vivida com coerência e a obediência aos ensinamentos de Jesus permanecem como fundamentos seguros para quem deseja encontrar a verdadeira liberdade, a paz e a esperança. Permanecer unidos à Igreja é permanecer unidos Àquele que prometeu: "Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos" (Mt 28,20), certeza que sustenta os cristãos em sua caminhada rumo ao Reino de Deus. Por: Pascom Paróquia São Sebastião Bibliografia BÍBLIA. Bíblia Sagrada. Tradução Oficial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Brasília: CNBB. 2. São Paulo: Loyola; Vaticano: Libreria Editrice Vaticana. 3. Vaticano: Libreria Editrice Vaticana. 4. Concílio Vaticano II.
- Santa Ana e São Joaquim: os avós de Jesus e testemunhas da esperança
Pascom No dia 26 de julho, a Igreja celebrou com alegria a memória de Santa Ana e São Joaquim, pais da Virgem Maria e avós de Jesus. Embora os Evangelhos não relatem detalhes sobre suas vidas, a Tradição da Igreja preservou com carinho seus nomes e seu testemunho de fé, reconhecendo neles um exemplo de confiança em Deus, perseverança e amor à família. Santa Ana e São Joaquim nos recordam que Deus realiza grandes obras por meio de pessoas simples, que vivem a santidade no cotidiano. Em seu lar, Maria foi educada na fé, aprendeu a escutar a Palavra de Deus e a confiar plenamente em seus desígnios. Foi nesse ambiente de oração, amor e fidelidade que floresceu aquela que seria a Mãe do Salvador. Celebrar Santa Ana e São Joaquim é também reconhecer a missão preciosa dos avós. Eles são guardiães da memória, transmissores da fé e testemunhas da esperança. Quantas vezes são os avós que ensinam as primeiras orações, contam as histórias da Bíblia, conduzem os netos à igreja e testemunham, com a própria vida, que vale a pena confiar no Senhor. Em um tempo marcado pela rapidez e pelo individualismo, os avós nos ensinam o valor da paciência, da escuta, da sabedoria e do amor que acolhe sem medidas. Sua presença fortalece as famílias e ajuda a manter viva a herança espiritual que atravessa as gerações. No Dia dos Avós, somos convidados a agradecer a Deus por aqueles que, com ternura e dedicação, deixam marcas profundas na vida de seus filhos e netos. Que nunca nos falte gratidão por sua presença, por seus conselhos, por suas orações e pelo testemunho silencioso de uma fé vivida com simplicidade. Que Santa Ana e São Joaquim intercedam por todas as famílias, fortaleçam os avós em sua bela vocação e inspirem as novas gerações a cultivar o amor a Deus, o respeito aos mais velhos e a alegria de viver o Evangelho. Santa Ana e São Joaquim, rogai por nós! Por Pascom
- Mutirão de Casamentos promove regularização sacramental
A Paróquia São Sebastião, em Porto Seguro (BA), está com inscrições abertas para o Mutirão de Casamentos, uma iniciativa pastoral que busca acolher e orientar casais que desejam regularizar sua situação sacramental diante da Igreja. A ação é voltada especialmente para casais que já convivem em união estável ou possuem casamento civil, mas ainda não receberam o Sacramento do Matrimônio. Também podem participar aqueles que não possuem impedimentos canônicos e desejam viver plenamente a graça deste sacramento. Inspirado no ensinamento do Papa Francisco — “O Sacramento do matrimônio é um bem de valor extraordinário para todos” — o mutirão reforça a importância da vivência matrimonial à luz da fé, fortalecendo a família como igreja doméstica e pilar da comunidade cristã. Como parte da preparação, os casais inscritos participarão de encontros formativos, que terão início no dia 03 de agosto. Esses momentos visam proporcionar formação espiritual, orientação pastoral e aprofundamento sobre o significado do matrimônio cristão. As inscrições podem ser realizadas por meio de um formulário digital disponibilizado pela paróquia (via QR Code nos materiais de divulgação) ou através do link https://www.paroquiasaosebastiaops.com.br/mutir%C3%A3o-de-casamentos, mediante uma taxa de contribuição no valor de R$ 60,00, destinada à cobertura dos materiais utilizados durante a preparação.
- Encontro de Preparação para o Sacramento do Matrimônio
Paróquia São Sebastião – Porto Seguro convida todos os casais que desejam receber o Sacramento do Matrimônio a participarem dos Encontros de Preparação, um momento especial de formação, espiritualidade e discernimento sobre a vocação matrimonial. Com início no dia 03 de agosto, os encontros são promovidos pela Pastoral Familiar e têm como objetivo preparar os noivos não apenas para a celebração do casamento, mas, sobretudo, para a vivência do matrimônio como um caminho de amor, compromisso e fé. Mais do que uma etapa obrigatória, este tempo de preparação é uma oportunidade de aprofundar o diálogo do casal, compreender o verdadeiro sentido do sacramento e fortalecer a união à luz do Evangelho. A Igreja ensina que o matrimônio é uma vocação, um chamado de Deus à santidade por meio da vida a dois. Inscrições abertas As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas por meio do link https://www.paroquiasaosebastiaops.com.br/cursodenoivos ou pelo QR Code presente na divulgação oficial. Início: 03 de agosto Vagas: Limitadas Taxa de materiais: R$ 60,00 A Pastoral Familiar reforça o convite para que os casais não deixem para a última hora, garantindo assim sua participação neste importante itinerário formativo. Um passo importante na caminhada a dois Preparar-se para o matrimônio é investir em um amor sólido, fundamentado em Cristo. É permitir que Deus esteja no centro da relação, conduzindo cada passo da vida conjugal. A Paróquia São Sebastião se alegra em caminhar junto com cada casal que se dispõe a viver este sacramento com responsabilidade, fé e amor. .













