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História  da Pároquia:

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A história da Paróquia teve início em meados do ano de 1980, quando também essa área da cidade começou a ser habitada. Naquele tempo o pároco da cidade era o Frei Calixto. Inicialmente não havia um local para as celebrações. A comunidade se reunia nas casas para a reza do terço e 1 vez por mês havia a missa no casarão onde hoje é o depósito do supermercado Dendê. A catequese era realizada nas tardes de domingo em uma casa na Rua das Palmeiras. As catequistas eram dona Raimunda e Dona Adelaide (hoje já falecidas). As crianças faziam a primeira comunhão na Igreja Nossa Senhora do Brasil.

 

A pequena capela coberta de Eternit foi construída com doações, em regime de multirões, geralmente nos fins de semana. Era uma construção simples, sem altares ou salas. Como o bairro também estava começando não havia energia elétrica e a rede de distribuição de água acabava justamente, no local onde a igreja estava sendo construída.


A maioria dos participantes da paróquia eram mulheres e crianças. As mulheres formavam grupos para pedir no comércio os materiais necessários para a obra. Nos dias de multirão elas ficavam responsáveis pelo almoço enquanto os homens encarregavam-se pela obra. Sempre com a presença do Frei Calixto (que de tanto chamar as pessoas de cabeça de jegue, passou a ser chamado assim pelos paroquianos).

Muitas vezes as mulheres ajudavam a carregar água e outros materiais.


A primeira festa do padroeiro foi realizada com a construção ainda em meia parede. Para a celebração foi construída uma barraca de palha no local. Apesar da chuva, no dia da festa um grande número de fiéis compareceu à celebração. Houve missa, a puxada do mastro (na véspera), o asteamento da bandeira e procissão. A imagem de São Sebastião ficava na casa dos fiéis.

 

Quando a obra ficou pronta foram improvisados bancos com troncos de madeira e tábuas. Os altares também foram improvisados com troncos. A partir daí começou a ter missas todos os domingos à tarde. Nas celebrações geralmente só havia crianças e mulheres. Não havia som, e para acompanhar a missa era usado o folheto de missa para as crianças.

 

Nessa mesma época começou a funcionar ali a escola Nossa Senhora do Brasil, com salas improvisadas e divisórias de madeira. Como o número de alunos era muito grande, não havia escola do município no bairro, até a sacristia e a igreja eram usadas como sala de aula.

 

Esse espaço também era o local onde era realizada a catequese que foi a primeira pastoral organizada na comunidade, embora os catequistas não tivessem consciência disso.

 

Outras melhorias foram feitas com a contribuição das comissões das festas de São Sebastião, que trabalhavam durante o ano para arrecadar fundos para compra de material litúrgico como toalhas, jarros, castiçais, entre outros.

 

Todos os domingos após as missas o Frei Calixto distribuía pão, leite e outros alimentos. Também sempre reservava um tempo para ir à casa dos paroquianos para tomar café. Também nunca deixava o hábito de dar tapas nas costas das pessoas.

 

Em 1985 o Frei Giovane Cânone assumiu a paróquia, e começou a levar os paroquianos a fazer formação de catequese e liturgia, bem como participar de reuniões, e assembléias diocesanas. 1988 foram comprados os primeiros bancos da Igreja.

 

Em 1989 teve início grupo da Renovação Carismática e em 90 o primeiro Grupo de Jovens – o Jesus te Ama. Em fevereiro desse mesmo ano morreu o Frei Calixto. Com o surgimento de novos bairros na cidade, o Frei Giovane deu início à comunidade do Mirante sempre com a ajuda desta comunidade. Em fevereiro de 1992 tomou posse o Frei Edvaldo como pároco da paróquia Nossa Senhora da Pena, e investiu na formação de várias Pastorais sobretudo a Pastoral da Liturgia, da Criança, da Juventude, do Batismo e do Dízimo. Nenhuma dessas pastorais até então não existiam na paróquia.

 

Em 1999 na preparação para o Jubileu dos 500 anos de Evangelização no Brasil, surgiu a necessidade do coordenador geral do evento, Pe. Joelson Dias que foi cedido pela Diocese de Ilhéus, ter uma comunidade de apoio onde ele pudesse celebrar a santa missa, e ao mesmo tempo estar mais próximo do lugar da celebração dos 500 anos. Assim surgiu a brilhante idéia dele morar na comunidade de São Sebastião. Naquela mesma ocasião, o Sr. Bispo D. José Edson criou a quase paróquia São Sebastião, desmembrando juridicamente da paróquia Nossa Senhora da Pena, abrangendo o seguinte território: Rua 15 de Novembro (Rua da Pousada Casa Azul) em direção ao Centro de Cultura e o cemitério, subindo por uma estrada de pedestres em direção a rodoviária, BR 367, lado esquerdo aeroporto e vila militar da Aeronáutica, parte do Bairro Pacatá, começando na Rua 15 de Novembro e os demais bairros, Antonio Tito, Campinho, Lagoa Grande, Fonte Nova e toda a parte denominada de mangue onde estão as favelas da Paz, e São Salvador, na cidade de Porto Seguro – Bahia. Sendo a decisão bem aceita pelos fiéis, logo se renovou a idéia da construção da atual Igreja Matriz, que em janeiro de 2001 foi inaugurada pelo Sr. Bispo Diocesano, D. José Edson Santana de Oliveira.

 

Com o retorno do Pe. Joelson para sua diocese de origem, exatamente em junho de 2001, a Quase Paróquia ia ficar vacante, quando o Sr. Bispo diocesano transferiu o Pe. Reinaldo Reis de Oliveira, de Itabela para a então Quase Paróquia São Sebastião. No dia 29 de junho de 2001 o Pe. Reinaldo foi empossado como Administrador Paroquial da Quase Paróquia. Assumindo também a grande missão de resgatar a unidade da comunidade, aumentar o número dos fieis, fortalecer os conselhos, fundar novas ações e pastorais. Assim como também, construir a atual casa paroquial, construir o salão paroquial, construir o pequeno centro de formação que existe hoje e ao mesmo tempo adquirir um carro para a paróquia.

 

Graças ao crescimento, apoio, participação e, sobretudo o nosso testemunho de cristãos, o pedido de criação e ereção da Paróquia, feito ao Sr. Bispo, foi aceito sem questionamento. Assim, aos 08 de janeiro de 2002 foi criada, erigida e sagrada a Paróquia São Sebastião, tendo como primeiro pároco Pe. Reinaldo Reis de Oliveira.

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