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O Papa: queixas e calúnias paralisam. O Evangelho educa para a liberdade, na caridade.

  • Foto do escritor: Pascom - Paróquia São Sebastião Porto Seguro - BA
    Pascom - Paróquia São Sebastião Porto Seguro - BA
  • há 41 minutos
  • 2 min de leitura

Fonte: Vaticanwes
Fonte: Vaticanwes

No Evangelho de domingo, Jesus nos ensina a exercer "o amor mútuo". A primeira forma de exercê-lo é "estarmos abertos à correção fraterna". "Falar uns com os outros com sinceridade, significa enfrentar a realidade e transformar problemas e conflitos em oportunidades de crescimento", disse o Papa. A segunda forma de amar fraternalmente é "chegar a um acordo". "Não apenas quando existe um conflito, mas para pedir a Deus uma graça", sublinhou.


A dívida do amor mútuo

A Carta de São Paulo aos Romanos diz que todos os mandamentos «se resumem numa só frase: Amarás o teu próximo como a ti mesmo». O Apóstolo Paulo insiste neste ponto com uma imagem muito forte, presente também no “Pai-Nosso”. São Paulo escreve: Não fiqueis a dever nada a ninguém, a não ser isto: amar-vos uns aos outros.


“Jesus ensinou-nos a suplicar e a praticar a remissão das dívidas. Existe, porém, um patrimônio que devemos uns aos outros, sem ficarmos presos a ele: é a dívida do amor mútuo. Toda a atenção, cuidado e bem que recebemos tornam-nos mais livres e capazes de assumir responsabilidades.”


As queixas e as calúnias paralisam muitas situações


"No Evangelho deste domingo, Jesus sugere a cada comunidade cristã pelo menos duas maneiras de exercer o amor mútuo. A primeira é estarmos abertos à correção fraterna", disse ainda o Papa.


"É uma arte delicada e, muitas vezes, esquecida, que exige franqueza e gradualidade", sublinhou Leão XIV. "Falar uns com os outros com sinceridade – primeiro a sós; depois, se necessário, com mais duas ou três pessoas; e, por fim, quando for preciso, com toda a comunidade – significa enfrentar a realidade e transformar problemas e conflitos em oportunidades de crescimento", disse ainda o Papa, ressaltando que "as queixas e as calúnias são mais fáceis, mas não produzem nada e paralisam muitas situações. O Evangelho, pelo contrário, educa-nos para a liberdade, na caridade".


Pela graça, somos irmãos e irmãs que podem estar unidos


A seguir, Leão XIV citou "a segunda forma de amar fraternalmente, que, para Jesus, molda até mesmo a oração: chegar a um acordo". "Não apenas quando existe um conflito, mas para pedir a Deus uma graça", frisou o Pontífice, citando o que Jesus diz: Se dois de entre vós se unirem, na Terra, para pedir qualquer coisa, hão de obtê-la de meu Pai que está no Céu.“Esta promessa sugere que podemos ter desejos comuns, dores comuns, esperanças comuns e, através da oração, crescer na unidade. Sem fé, cada um poderia sentir-se sozinho e desconfiar dos outros, vendo-os como estranhos e inimigos. Pela graça, somos, pelo contrário, irmãos e irmãs que podem estar unidos: encontrando-nos, perdoando-nos e ouvindo-nos uns aos outros no Senhor.”


O Papa concluiu, pedindo a Maria, "que após o anúncio do anjo se apressou a ir ter com a sua prima Isabel, para partilhar a alegria e o cansaço da gravidez, que também nos ensine a dívida alegre do amor fraterno".


Por Vatican News



 
 
 

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